quarta-feira, 17 de julho de 2013

COMPARTILHAR NUNCA É DEMAIS!



Num mundo como o de hoje, disponibilizar informações na área da saúde à população, é de extrema necessidade para contribuirmos para o desenvolvimento da nossa cultura brasileira. É necessário que sejamos multiplicadores, afim de proporcionarmos uma qualidade de vida melhor para todos. Assim, sugerimos aos profissionais da área da saúde, em especial, os da área da Enfermagem, a compartilharmos nossos conhecimentos com a população. Recentemente desenvolvemos um trabalho educativo na área de Primeiros Socorros para a comunidade e foi bem gratificante. Abaixo segue alguma imagens do evento. Deixo a dica para outros colegas Enfermeiros fazer o mesmo.



 

Curso de Primeiros Socorros, carga horária 8 horas, com direito a certificação.

 
 
Colocando em prática a teoria.
 
 


Abordando o tema Diabetes Mellitus tipo I com a turma, uma das participantes do curso associou os sintomas com algumas dificuldades que o seu filho apresentava, na discussão do assunto, a mesma foi orientada a levar seu filho ao  médico pediatra. No momento a criança esta sendo acompanhada pelo médico para investigar a possível patologia citada a cima.
Assim, salientamos a todos os profissionais da área de saúde, e comunidade, que é fundamental passarmos nossos conhecimentos a fim de proporcionarmos a todos mais qualidade de vida.
 
Cristiano Vinicius Barbosa.
COREN/SP 203624

sexta-feira, 20 de abril de 2012

NO DIA-A-DIA...




Na jornada do dia-a-dia, podemos nos deparar com diversas situações, onde a mínima atitude reflete em quem está próximo a nós. E dependendo de tal situação, podemos constatar se houve um acontecimento favorável ou não, no que diz respeito as partes envolvidas. Há quem diga, que o ser humano pode ser fruto ou produto do meio em que vive. Acredito que, o meio pode influenciar concerteza em toda ou parte da construção do ser humano, dando-lhes ferramentas para que este tenha uma boa conduta ou não. Entretanto, um dos fatores determinantes é a ESCOLHA que este realiza na decisão à ser tomada.
Tentar se colocar no lugar do outro é um grande desafio neste tempo pós-moderno, pois as exigências crescem absurdamente a cada dia. O homem quer mais, e cada vez mais exige do outro, muitas vezes RESULTADOS que o mesmo não dispõe naquele momento, devido a fatores contextuais da situação em que vive.
Seja no âmbito profissional, educacional, familiar, os RESULTADOS são interpretados como INDICADORES determinantes sobre a sua capacidade como indivíduo.
Se for um resultado positivo, parabéns! Se for abaixo da exigência, pode refletir numa situção de conflito, em que todas as partes envolvidas saem perdendo.
Penso que tentar se colocar no lugar do outro, pode ser uma atitude favorável para começar se establecer uma reflexão profunda, no que temos exigido do nosso colega de trabalho, nosso cônjuge, nosso familiar, e aos colegas e amigos mais próximos.
 Sabemos perfeitamente que o mercado de trabalho encontra-se cada vez mais inseguro, competitivo, inflexível. Sabemos que o tempo se tornou pouco ao convivio familiar devido a tantas atividades que desenvolvemos, ao ponto de não podermos nem almoçar ou jantar com estes, quanto mais aos amigos ou colegas... Pergunta para um aluno que esta se preparando para o vestibular se ele tem tempo?
No livro de Mateus cap.7, v12, há uma narrativa em que o autor relata uma das afirmações de Jesus: " Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles...".
O conceito é muito simples, mas profundo quando aplicado:
Aquilo que eu quero pra mim, eu vou proporcionar ao meu próximo!
Um conceito estabelecido há mais de 2.000 anos, e que hoje torna-se vital para a boa sobrevivência humana, pois existe muitos modos de sobreviver.
Se colocar no lugar do outro é o grande DESAFIO, e para isto, precisamos está disposto a OUVIR o que o outro tem a dizer. E quando este outro está DOENTE, onde sua fragilidade esta exposta, esta NECESSIDADE precisa ser mais presente.
No dia-a-dia ouvimos muitas histórias de vidas, algumas tristes outras alegres, todas reais.
Somos pressionados pelo sistema em que vivemos, e isto é um fato.
Mas creio que temos esta capacidade de se colocar no lugar do outro, e refletir sobre que tipo de RESULTADO eu quero do meu próximo.
Será que o resultado que quero do meu próximo está compatível com os recursos que disponibilizo?
Como eu tenho agido em meu lar? Tenho aproveitado a minha família? Tenho proporcionado momentos bons para quem eu amo? Tenho dado o que quero receber?
Está aí esta reflexão sobre o nosso dia-a-dia.
Pense, reflita, no tipo de exigência que tem imposto para aqueles que te cercam.
E chegue a sua conclusão.
Será que tenho dado o que sempre quero ter?

Cristiano Vinicius Barbosa
ENFERMEIRO
GRADUANDO CURSO TEOLOGIA
FACULDADE TEOLOGICA BATISTA SÃO PAULO

Referência Bibliográfica: Bíblia Shedd. Editora Vida Nova, São Paulo, 2008.

terça-feira, 13 de março de 2012

ENFERMAGEM E O MITO DA CAVERNA



LEIA COM ATENÇÃO E PENSE SOBRE A PROFUNDA RELAÇÃO DO "MITO DA CAVERNA DE PLATÃO" E A ENFERMAGEM NOS SEUS ASPECTOS HISTÓRICOS, SOCIAIS, ECONÔMICOS, POLÍTICOS, ÉTICOS, MORAIS E PROFISSIONAIS.

O Mito da Caverna
Extraído de "A República" de Platão . 6° ed. Ed. Atena, 1956, p. 287-291


DIÁLOGO ENTRE SÓCRATES E GLAUCO

SÓCRATES – Figura-te agora o estado da natureza humana, em relação à ciência e à
ignorância, sob a forma alegórica que passo a fazer. Imagina os homens encerrados em
morada subterrânea e cavernosa que dá entrada livre à luz em toda extensão
. Aí, desde a
infância, têm os homens o pescoço e as pernas presos de modo que permanecem imóveis e
só vêem os objetos que lhes estão diante. Presos pelas cadeias, não podem voltar o rosto.
Atrás deles, a certa distância e altura, um fogo cuja luz os alumia; entre o fogo e os cativos
imagina um caminho escarpado, ao longo do qual um pequeno muro parecido com os
tabiques que os pelotiqueiros põem entre si e os espectadores para ocultar-lhes as molas dos
bonecos maravilhosos que lhes exibem.
GLAUCO - Imagino tudo isso.
SÓCRATES - Supõe ainda homens que passam ao longo deste muro, com figuras e objetos
que se elevam acima dele, figuras de homens e animais de toda a espécie, talhados em pedra ou
madeira. Entre os que carregam tais objetos, uns se entretêm em conversa, outros guardam
em silêncio.
GLAUCO - Similar quadro e não menos singulares cativos!
SÓCRATES - Pois são nossa imagem perfeita. Mas, dize-me: assim colocados, poderão ver
de si mesmos e de seus companheiros algo mais que as sombras projetadas, à claridade do
fogo, na parede que lhes fica fronteira?
GLAUCO - Não, uma vez que são forçados a ter imóveis a cabeça durante toda a vida.
SÓCRATES - E dos objetos que lhes ficam por detrás, poderão ver outra coisa que não as
sombras?
GLAUCO - Não.
SÓCRATES - Ora, supondo-se que pudessem conversar, não te parece que, ao falar das
sombras que vêem, lhes dariam os nomes que elas representam?
GLAUCO - Sem dúvida.
SÓRATES - E, se, no fundo da caverna, um eco lhes repetisse as palavras dos que passam,
não julgariam certo que os sons fossem articulados pelas sombras dos objetos?
GLAUCO - Claro que sim.
SÓCRATES - Em suma, não creriam que houvesse nada de real e verdadeiro fora das
figuras que desfilaram.
GLAUCO - Necessariamente.
SÓCRATES - Vejamos agora o que aconteceria, se se livrassem a um tempo das cadeias e
do erro em que laboravam
. Imaginemos um destes cativos desatado, obrigado a levantar-se
de repente, a volver a cabeça, a andar, a olhar firmemente para a luz
. Não poderia fazer
tudo isso sem grande pena; a luz, sobre ser-lhe dolorosa, o deslumbraria, impedindo-lhe de
discernir os objetos cuja sombra antes via.
Que te parece agora que ele responderia a quem lhe dissesse que até então só havia visto
fantasmas, porém que agora, mais perto da realidade e voltado para objetos mais reais, via
com mais perfeição? Supõe agora que, apontando-lhe alguém as figuras que lhe desfilavam
ante os olhos, o obrigasse a dizer o que eram. Não te parece que, na sua grande confusão, se persuadiria de que o que antes via era mais real e verdadeiro que os objetos ora contemplados?
GLAUCO - Sem dúvida nenhuma.
SÓCRATES - Obrigado a fitar o fogo, não desviaria os olhos doloridos para as sombras
que poderia ver sem dor? Não as consideraria realmente mais visíveis que os objetos ora
mostrados?
GLAUCO - Certamente.
SÓCRATES - Se o tirassem depois dali, fazendo-o subir pelo caminho áspero e escarpado,
para só o liberar quando estivesse lá fora, à plena luz do sol, não é de crer que daria gritos
lamentosos e brados de cólera? Chegando à luz do dia, olhos deslumbrados pelo esplendor
ambiente, ser-lhe ia possível discernir os objetos que o comum dos homens tem por serem
reais?
GLAUCO - A princípio nada veria.
SÓCRATES - Precisaria de algum tempo para se afazer à claridade da região superior.
Primeiramente, só discerniria bem as sombras, depois, as imagens dos homens e outros
seres refletidos nas águas; finalmente erguendo os olhos para a lua e as estrelas,
contemplaria mais facilmente os astros da noite que o pleno resplendor do dia.
GLAUCO - Não há dúvida.
SÓCRATES - Mas, ao cabo de tudo, estaria, decerto, em estado de ver o próprio sol,
primeiro refletido na água e nos outros objetos, depois visto em si mesmo e no seu próprio
lugar, tal qual é.
GLAUCO - Fora de dúvida.
SÓCRATES - Refletindo depois sobre a natureza deste astro, compreenderia que é o que
produz as estações e o ano, o que tudo governa no mundo visível e, de certo modo, a causa
de tudo o que ele e seus companheiros viam na caverna.
GLAUCO - É claro que gradualmente chegaria a todas essas conclusões.
SÓCRATES - Recordando-se então de sua primeira morada, de seus companheiros de
escravidão e da idéia que lá se tinha da sabedoria, não se daria os parabéns pela mudança
sofrida, lamentando ao mesmo tempo a sorte dos que lá ficaram?
GLAUCO - Evidentemente.
SÓCRATES - Se na caverna houvesse elogios, honras e recompensas para quem melhor e
mais prontamente distinguisse a sombra dos objetos, que se recordasse com mais precisão
dos que precediam, seguiam ou marchavam juntos, sendo, por isso mesmo, o mais hábil em
lhes predizer a aparição, cuidas que o homem de que falamos tivesse inveja dos que no
cativeiro eram os mais poderosos e honrados? Não preferiria mil vezes, como o herói de
Homero, levar a vida de um pobre lavrador e sofrer tudo no mundo a voltar às primeiras
ilusões e viver a vida que antes vivia?
GLAUCO - Não há dúvida de que suportaria toda a espécie de sofrimentos de preferência a
viver da maneira antiga.
SÓCRATES - Atenção ainda para este ponto. Supõe que nosso homem volte ainda para a
caverna e vá assentar-se em seu primitivo lugar. Nesta passagem súbita da pura luz à
obscuridade, não lhe ficariam os olhos como submersos em trevas?
GLAUCO - Certamente.
SÓCRATES - Se, enquanto tivesse a vista confusa -- porque bastante tempo se passaria
antes que os olhos se afizessem de novo à obscuridade -- tivesse ele de dar opinião sobre as
sombras e a este respeito entrasse em discussão com os companheiros ainda presos em
cadeias, não é certo que os faria rir? Não lhe diriam que, por ter subido à região superior,
cegara, que não valera a pena o esforço, e que assim, se alguém quisesse fazer com eles o
mesmo e dar-lhes a liberdade, mereceria ser agarrado e morto?
GLAUCO - Por certo que o fariam.
SÓCRATES - Pois agora, meu caro GLAUCO, é só aplicar com toda a exatidão esta
imagem da caverna a tudo o que antes havíamos dito. O antro subterrâneo é o mundo
visível. O fogo que o ilumina é a luz do sol. O cativo que sobe à região superior e a
contempla é a alma que se eleva ao mundo inteligível. Ou, antes, já que
o queres saber, é este, pelo menos, o meu modo de pensar, que só Deus sabe se é
verdadeiro. Quanto à mim, a coisa é como passo a dizer-te. Nos extremos limites do mundo
inteligível está a idéia do bem, a qual só com muito esforço se pode conhecer, mas que,
conhecida, se impõe à razão como causa universal de tudo o que é belo e bom, criadora da
luz e do sol no mundo visível, autora da inteligência e da verdade no mundo invisível, e
sobre a qual, por isso mesmo, cumpre ter os olhos fixos para agir com sabedoria nos
negócios particulares e públicos.

Para podermos crescer se faz necessário sairmos da zona de conforto, e isso requer sacrifício físico e mental. É importante vermos o mundo a nossa volta e as duras realidades que nos escravizam para podermos olhar para as possíbilidades que se apresentam a nossa frente.
O Mito da Caverna é uma ótimo exemplo de exercício mental, pois é preciso pensar, e na maoioria das vezes pensar nos causam dores, crises, mas também avanços. Espero que você tire a sua própria conclusão dessa reflexão e continue lutando por este crescimento pessoal e profissional.
Grande abraço,
                                Cristiano Vinicius Barbosa.
                                 ENFERMEIRO
                                 COREN/SP

domingo, 23 de outubro de 2011

ESPIRITUALIDADE NA ENFERMAGEM


No dia-a-dia do Enfermeiro ocorrem várias situações durante o seu plantão.
As informações chegam trazendo mais ou menos o ‘balanço geral’ de como poderá ser o seu dia de trabalho. Por exemplo: é o recebimento do plantão, são as atribuições administrativas, é a sobrecarga de atividades, é a sua presença diante da equipe, é a falta de tempo para respirar numa carga horária de trabalho injusta, etc.
Ir ao banheiro..., nem pensar! Não é fácil.

Mas acima de tudo, está o Compromisso firmado com Aquele que o aguarda, e espera a Visita de Enfermagem, onde novas Condutas são tomadas garantindo assim a segurança de sua assistência.
É o momento em que o Cliente aproveita para falar, reclamar, tirar dúvidas que não foram devidamente esclarecidas ou mesmo por dificuldade de compreensão.
É a hora do desabafo, do choro, do silêncio, do elogio ao Auxiliar ou Técnico de Enfermagem devido a tanta dedicação.
É a hora da Dor...

São alterações psicológicas que surgem de imediato, alertando que o melhor a fazer de início é Ouvir. Não escutar, mas Ouvir.
Além do estado físico debilitado, temos também o estado emocional ou espiritual afetado.
Em alguns casos, chegamos até nos surpreender com clientes que aparentemente encontram-se em condições graves, mas que reagem de forma positiva através do seu estado de humor. Enquanto que outros não tão graves, mas que se deprimem de forma exacerbada.
Com isso, queremos refletir sobre três Diagnósticos de Enfermagem que estão intimamente ligados a esta realidade: a Disposição para Bem-estar Espiritual Aumentado; Risco de Sofrimento Espiritual e Sofrimento Espiritual. Para isso, precisamos relembrar seus conceitos:

1. DISPOSIÇÃO PARA BEM-ESTAR ESPIRITUAL AUMENTADO (00068).

Definição: Capacidade de experimentar e integrar significado e objetivo à vida através de conexão consigo mesmo, com outros, arte, música, literatura, natureza ou com “um Ser maior”.

Características Definidoras:

Relacionada às Artes: demonstração de energia criativa (escrever, fazer poesias, cantar, ouvir músicas, passar tempo ao ar livre).

Relacionada com outros: capacidade de pedir perdão; necessidade de integrar-se com líderes espirituais, necessidade de integrar-se com pessoas significativas, prestar serviços a outros.

Relacionada consigo mesmo: desejo de aumentar à alegria, a aceitação, a coragem, o amor...

Relacionado ao Ser maior: expressa reverência, sente maravilhado, atividades religiosas, relata experiência mística, reza ou ora.

2. RISCO DE SOFRIMENTO ESPIRITUAL (00067).

Definição: Risco de apresentar ‘prejuízo’ em sua capacidade de experimentar e integrar significado e objetivo à vida por meio de uma conexão consigo mesmo, com outros, arte, música, literatura, natureza ou um Ser maior.

Fatores de Risco:

Ambientais: desastres naturais, mudança no meio ambiente.

Desenvolvimentais: mudanças na vida.

Físicos: abuso de substância, doença crônica, doença física.

Psicossociais: ansiedade, baixa autoestima, bloqueios para experimentar o amor, conflito cultural, conflito racial, depressão, estresse, incapacidade de perdoar, mudança na prática religiosa, perda, relacionamentos insatisfeitos, separação de sistema de apoio.

3. SOFRIMENTO ESPIRITUAL (00066).

Definição: ‘Capacidade prejudicada de expressar e integrar significado e objetivo à vida’ por meio de uma conexão consigo mesmo, com outros, arte, música, literatura, natureza ou um Ser maior.

Características definidoras: incapacidade de expressar estado de criatividade, não se interessa pela natureza, ou literatura. Recusasse integrar-se com pessoas significativas, ou contato com líderes religiosos, expressa alienação, verbaliza estar separado do seu sistema de apoio, é incapaz de rezar ou orar, expressa desesperança, expressa raiva de Deus, possui sentimentos de culpa, falta de aceitação, autoperdão, falta de coragem, falta de esperança, falta de objetivo e significado na vida, raiva.

Refletindo sobre estes Diagnósticos, podemos admitir que o “Fator Espiritualidade”, tem um importante papel na recuperação da saúde física e mental. E que o cliente pode passar pelo processo de Disposição melhorada para o Estado Espiritual, Risco de sofrimento espiritual e Sofrimento espiritual, onde há uma ligação entre sua capacidade de interagir consigo mesmo, com outros, e com um Ser maior – Deus.

E o que fazer diante de uma situação que retrate estes diagnósticos apresentados? Propomos que usemos de nossa Sensibilidade para iniciarmos uma intervenção objetiva, científica, e delicada, respeitando os limites que serão ultrapassados à medida que realizamos a abordagem.

A Sensibilidade do Enfermeiro é uma ferramenta fundamental, para estimular a melhora deste paciente. Sabemos que tudo é muito corrido para nós, mas mesmo assim, precisamos PARAR e OUVIR, e nos colocar no lugar deste e sentirmos nem que seja ‘um pouquinho’ aquilo que ele quer nos transmitir. Quantas vezes temos a oportunidade de presenciar reações semelhantes a estes diagnósticos, e dependendo da situação, passamos ‘batidos’ sem dá o devido valor a estas expressões que “gritam” através das linguagens verbal e corporal.

Precisamos lembrar que a Disposição para o Bem-Estar Espiritual Melhorado, o Risco de Sofrimento Espiritual e o Sofrimento Espiritual é uma realidade e está intimamente ligado na interação do paciente consigo mesmo, com o meio ou outros, e com um Ser maior, e que nós Profissionais de Enfermagem devemos nos preparar para promover a diminuição deste sofrimento e o aumento do seu Bem-Estar Espiritual.

Um grande abraço!

Cristiano Vinicius Barbosa.
ENFERMEIRO
COREN/SP: 203624.

Referencia Bibliográfica:

1. Diagnósticos de Enfermagem da NANDA: definições e classificação 2009 – 2011/ NANDA International; tradução Regina Machado Garcez. – Porto Alegre: Artmed, 2010.







sábado, 17 de setembro de 2011

ALCOOLISMO

Quem nunca conheceu uma pessoa com este problema, ou teve um familiar próximo ou distante com esta doença? Quem nunca perdeu um amigo ou familiar vítima deste mal? A responsabilidade é de todos nós!

O QUE É?

É um conjunto de disfunções biológicas, psicológicas e sociais relacionadas ao uso persistente, excessivo e incontrolável de bebidas alcoólicas (etanol) com uma certa tolerância aos seus efeitos, que leva ao uso de doses progressivamente maiores e sinais de abstinência com interrupção do seu consumo. No Brasil o abuso do álcool e o alcoolismo são a terceira causa de morte e está relacionada com a produção e consumo anual de 7 bilhões de litros de cerveja e 5 bilhões de litros de aguardente de cana (cachaça). Atingindo toda a faixa etária humana, ou seja, desde a criança, adolescente, jovem, adulto, idoso, independente do sexo, raça, credo, posição social financeira.

QUANDO SUSPEITAR?

Inicia-se através de inocentes festas, comemorações, influencias de “amigos”, ou mesmo pela aceitação a um grupo social a que pertença. O alcoolismo se torna típico quando a busca da bebida na vida diária se torna freqüente, recorrente e depois, seqüencialmente, perseverante, descontrolada, compulsiva e desesperada quando surgem sintomas de abstinência durante períodos prolongados sem beber.

SINAIS E SINTOMAS

Ansiedade, depressão, dor de cabeça, falta de ar, gastrite, disfunção sexual, insônia, feridas sem uma razão verdadeira, aumento da língua, pressão alta, diarréia, demência, barriga inchada, pele amarelada, hemorragias pela boca ou pelo o ânus, aumento do baço e fígado, amnésia alcoólica.

CAUSAS ASSOCIADAS

Problemas financeiros, problemas com a justiça, problemas familiares, posição perigosa após dirigir alcoolizado, separações, divórcios, envolvimento com brigas sem uma causa coerente, perda de familiares ou amigos, depressão.

TRATAMENTO

- Medicamentoso.

- Suporte familiar.

- Tratamento sob internação.

COMO AJUDAR?

1. A pessoa que tem este problema precisa aceitar e pedir ajuda a família e ao profissional de saúde.

2. A família precisa entender que o Alcoolismo é uma doença, e que tem tratamento e cura através de acompanhamento medico continuo.

3. A família precisa entender que não é tão fácil que seu parente ou amigo deixe de beber, é preciso acreditar e ter persistência, e nunca desisti.

4. A família precisa ajudar ao paciente aceitar que é um alcoólico e que precisa de ajuda profissional.

5. O preconceito precisa ser vencido para que tanto o paciente como a família possa se preparar para combater este mal.

6. A pessoa e a família precisa ter um Suporte Emocional através de Psicólogos ou Medico especialista a fim de manter um apoio satisfatório.

7. É necessário que o tratamento medico medicamentoso seja seguido rigorosamente.

8. Deve-se procurar ajuda a organizações especializadas como Alcoólicos Anônimos, ONGs, órgãos públicos de saúde.

Os casos são individualizados, por isto, se faz necessário procurar a Unidade Básica de Saúde próxima da sua casa, e pedir ajuda ao ENFERMEIRO ou MÉDICO.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA: Pedroso, E. R.P; Oliveira, R. G. Blackbook – Clínica Médica/ Belo Horizonte – MG, 2007.